segunda-feira, março 23, 2009

Adenda ao textinho antes deste

Parece que a última frase do post anterior está a fazer confusão entre alguns leitores. Não sei se todos os que comentaram ou comentarão (ou os que ficaram sem vontade de comentar) já viram o filme, mas acho que poucos entenderam realmente o que quis dizer com o que escrevi. Talvez porque sejam visitantes recentes, e não conheçam, de todo, a minha maneira de escrever e, principalmente, de pensar.

"E que, sem o fazer, faz todo o sentido" não quer dizer que eu goste do final, que tenha especial prazer em ver pessoas morrerem (principalmente crianças), que seja defensora da tragédia (será que tragédia chega para qualificar aquele horror?) Holocausto, que julgue ser espectacular que tudo acabe mal e com lágrimas, etc, etc. Nada mais errado, meus caros. Só que o filme trata um assunto muito particular, visto de um lado particular - dos milhões de judeus que morreram injustamente e sem nenhuma, mas nenhuma justificação, como foi a curta vida de uma criança absurdamente inocente, cujo pai tinha dos mais altos cargos entre as SS? É justo que Bruno morra na câmara de gás, com o amigo do pijama às riscas? Não. Mas é onze vezes mais real do que aquilo a que estamos habituados.  

9 comentários:

Anónimo disse...

Oh que caraças, por causa dos teus leitores "complicadinhos" revelaste-me o final do livro pa :(
Beijocas Rita

Vanita disse...

Agora fiquei a saber o final... ;)

Sadeek disse...

Ai mulher....então mas explicares a quem não percebe uma parte do post....DÁS O FINAL Á MALTA!??! HAHAHAAHAHAH........isto é moda? È que hoje já aconteceu duas vezes...AHAHAHAH

BEIJOOOOOOOOOOOOOOOOO

Ana disse...

Olá!

É a primeira vez que comento e já te leio há algum tempo. Descobri-te nos meandros da blogosfera há uns meses e por aqui fui ficando.

Hoje tive de comentar. Por causa do filme de que falas nos dois últimos posts. Li o livro há uns largos meses, quando vi que ia ser um filme não pude deixar de estremecer. Ainda não o vi mas já vi um pouquinho da apresentação e é impressionante como conseguiram encontrar a única pessoa no mundo inteiro (muito porvavelmente) que poderia representar o Bruno. Felizmente, o menino que faz o filme não viveu a realidade do Holocausto e muito menos a realidade da história que é contada.

Mas sim, quando li a primeira vez, percebi imediatamente: faz todo o sentido, sem o fazer.

(Obrigada por escreveres tão bem.)

R. disse...

Ora só tenho a agradecer pelo mega SPOILER!!!! Quando é assim costuma-se avisar antes!

Girilim disse...

Podias ter dito... para quem ainda não conhece a história... hehe... too late

Yang disse...

Cada vez gosto mais do teu blog. Pensas muito como eu e, para além disso, quando escreves, escreves. Vale sempre a pena ler. Não são apenas palavras para preencher um espaço e para dizer que escreves no blog.
Gosto muito!

Bjs

Madame Butterfly disse...

Ó K., eu até costumo gostar imenso de ler as tuas críticas cinematográficas mas desta vez deste-me cabo do esquema todo...

SP disse...

Acho que só irão perceber quando lerem o livro ou verem o filme.
Eu li o livro. Fiquei abismada pela simplicidade da revelação, que não faz.