quinta-feira, janeiro 08, 2009

O post em que assumo a resolução de Ano Novo por fazer

Nas resoluções de Ano Novo que não fiz, ter calma vinha em primeiro e segundo lugar. Só depois é que vinha o Pulitzer, o livro, os lofts aqui e ali, e essas coisas todas que estão fartos de saber. Preciso disso - sossego de espírito, serenidade, quietude - como de pão para a boca. E não tenho. Sou a minha própria tormenta emocional. Dá para acreditar que até durante um concerto sou capaz de sentar os meus demónios ao colo e discutir mentalmente as mais pequenas miudezas do quotidiano? Aconteceu isso ontem, quando (re)via Stomp. Um espectáculo do caraças à minha frente, e eu preocupada com as lutas incansáveis do tico e do teco! Mesmo quando não quero, a minha cabecinha trata de funcionar em modo fast-motion, e tudo o que é dilema e medo universal me vem bater à porta. Para quê? Pois também não sei, nunca soube. O mal, em mim, já vem feito - sou eu. Peço por isso a quem de direito (não dizem que Deus existe?) que mude este sistema infernal que é a minha violenta massa cinzenta, e a torne num paraíso do descanso, um resort de tranquilidade, um oásis de relaxamento. De outra maneira, daqui a outros 27 anos terei de arranjar um interlocutor para falar comigo, tão velha jarreta estarei.

3 comentários:

Sadeek disse...

Ou seja, basicamente o que querias portanto era ser como eu. Mas em versão gaja. E gira. Não queiras. Passas por maluca que não quer saber de nada e que se preocupa pouco com o que quer que seja...e isso não dá grande credibilidade a uma pessoa... ;)

BEIJOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

© | Cláudia | disse...

Como eu te compreendo. Nem a dormir dou descanso ao cerebro....
Bom Ano.

Rafaela disse...

Achei lindo o "sentar demónios ao colo". Sinto muito isso em relaçao a mim. Mas eu até festinhas lhes dou e não os mando embora. Andam sempre comigo.