terça-feira, maio 06, 2008

Expliquem-me como se eu fosse muito burra...

Já se sabe que o mundo, se não existisse, tinha de ser inventado. O mesmo serve para algumas pessoas que o habitam. E depois há outras que, perdoem-me a frontalidade, deviam pagar por cada segundo que aqui andam. Este homem (será que lhe podemos chamar assim?) é um desses ocupa-espaço. Razão? Coisa simples: está à procura de um doente terminal que aceite passar as últimas horas de vida numa galeria de arte, como instalação. Sim, leram bem. Como instalação. [Pausa para respirar] O artista alemão (não fazer quaisquer ilações sobre a naturalidade e o carácter desumano da ideia...) acha que, transformando a morte num acontecimento público (se alguém lhe quiser explicar que a morte é o acto mais estupidamente solitário que existe, está à vontade), vai contibuir para aliviar o medo que a sociedade tem desse momento; até porque esta é "uma ideia que já o persegue há mais de dez anos." [Pausa para abrir os olhos de susto 98394572 vezes] Mais. Ao que parece, depois de ter tornado públicos os seus intentos, o senhor recebeu convites para ir desta para melhor, e está absolutamente estupefacto com as ameaças. "Porque será?", deve perguntar ele enquanto escova os dentes. "Enquanto não sabes", respondo-lhe eu, "aproveita o facto de conheceres o mais crónico de todos os doentes, tu, e mata-te bem morto na maior sala de exposições alemã". O planeta agradece. E os meus filhos, que ainda não nasceram mas hão-de ser pessoas com uns quantos dedos de testa, também.

6 comentários:

H4rdDrunk3r disse...

Jeeezzz... Gente mais parva, aberração MESMO!





vou só ali bolçar, volto já...

disse...

Porquê que esse pseudo-artista não pega nas tralhas dele e vai para Darfur, onde com certeza não lhe faltarão doentes terminais, e faz aí a sua instalaçãozinha?????
Isso é que era de homem!!!!
Como é que esta merda é possível?
Há cada fdp de anormal!

Nani disse...

sem comentários!

subscrevo

wednesday disse...

É o que eu digo, infelizmente há gente para tudo... Eu também acho que ele devia ser crucificado na sua própria exposição... Não era doente terminal, "queria" (ou passava a querer) era morrer como "Nosso Senhor Jesus Cristo"... Poupem-me!

paddy disse...

É como o que deixou um cão a morrer à fome numa exposição (Não será o mesmo?). Pergunto-me porque deixam criaturas destas viver no planeta.

Hélio disse...

Depois da historia do cao, so se podia seguir a de um humano... é sintoma geral do que passa pela cabeça das pessoas hoje em dia, é aqui a arte representando, no fundo, todo o desprezo que a sociedade tem pela vida humana, hoje em dia, tornando algo tão sagrado como a partida de uma Vida em objecto de "apreciação" (à falta de melhor...)...