segunda-feira, setembro 29, 2008

Over-blogged

Este blog está-se a tornar demasiado comercial. Seja porque, vai na volta, despejo para aqui muita porcaria, ou então porque o ambiente, outrora mais reservado, é cada vez mais popular. Pudesse eu apagar certos posts e mascarar (de novo) a minha identidade. 

terça-feira, setembro 23, 2008

... e aconteceu!

Lembram-se deste post?

Eu pedi, eu pedi tanto, eu sonhei a dormir e acordada, e Setembro deu-me o que eu tanto queria:

Miss K. HAS A JOB!

Comecei hoje. Os danos colaterais da pneumonia ainda são bastante dolorosos, e só me deixam dormir uma ou duas horas por noite. Mas isso não interessa nada. Quantas noites é que eu fiquei de olhos abertos no escuro, a pensar no meu regresso ao futuro? Foram dois anos longe do dia-a-dia de uma redacção. Já estava cheia de saudades. Tenho imensa vontade de fazer isto. E de fazer bem.

P.S. - Obrigada, Anita. Foste mesmo a pipoca mais doce.  

domingo, setembro 21, 2008

Domingo de manhã (escrito à noite)

- Lembras-te daquela vez em que eu te dei uma nota dobrada em cinco, mínima, no Totes, e tu ficaste a olhar para mim tipo não sabes que não se dá assim o dinheiro às pessoas?
- Xi, há quanto tempo! Nessa altura tu tinhas vergonha de pagar as coisas, querias sempre que fosse eu!

Este episódio, que já tem uns bons 12 anos, não tem nada de relevante a não ser o facto de ter acontecido entre mim e a minha irmã mais nova: uma conversa banal, sobre um acontecimento banal, num sítio banal. No entanto, nunca me esqueci deste fait-divers. Porquê, não sei. Faz parte daquele grupo privilegiado de coisas, mais ou menos importantes, que o tempo nunca apaga - um instante em que nos despedimos de alguém, a primeira vez que ouvimos uma música, um jantar especial, um encontro inesperado, ou então uma surreal ida ao cabeleireiro que vá-se lá saber porquê não nos sai da memória, uma passagem pela oficina, uma investida ao supermercado... Fico a pensar que, no meio de tantos fragmentos de que é feita a nossa vida, seria um luxo podermos escolher o que realmente gostávamos de guardar. Às vezes dou por mim a lembrar-me das coisas mais patetas, e depois há outras, tão boas, que perdi no momento em que se realizaram. Espero encontrar um dia o meio termo entre a recordação e a saudade.

Frase do dia

I
will
ALWAYS
have
my
BLOG

Japonesices







Agora que já toda a gente voltou ao trabalho, que tal poupar nos almoços? Dava jeito para umas comprinhas extra, não era? Os nossos amigos do Japão andam com marmitas (sempre quis escrever esta palavra!) para todo o lado, e até se divertem a fazer bonecos com arroz e outras iguarias. Está percebido porque é que aquele país cresce tanto a nível económico.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Esquemas

unwritten

Às vezes sou feliz e gosto disto.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Not a big brother

quarta-feira, setembro 17, 2008

Mais-que-perfeito

Contigo deixei de ter problemas de expressão.

O fim do verão.

(silêncio)

terça-feira, setembro 16, 2008

(à parte)

Sei que continuo um e.t. porque ainda não fui ver o Mamma Mia e não estou com vontade nenhuma. Mas desta vez tenho uma razão posh: é que tive a oportunidade de ver o musical em NY, e tenho medo que os gritinhos da Meryl e os grunhidos do Pierce dêem cabo das boas lembranças que guardo comigo.

sábado, setembro 13, 2008

N de novidade

Lembram-se deste post? Pois é, chegou a hora de pagar a promessa. Demorou um bocadinho, mas foi. Aqui está o irmão mais novo do Life, todo ele MODA do início ao fim! Ainda faltam uns retoques, claro, mas também não esperem nada de muito rebuscado porque, afinal de contas, menos é mais (e eu também não tenho jeitinho nenhum para estas coisas...). Impulsionado pelo meu pré-histórico fascínio por trapos e afins, o novíssimo blog da Miss K. não pretende revolucionar as mentes mais old-fashioned ou transgredir códigos de vestuário, nem tão pouco dar lições sobre mandamentos que nem a autora conhece; é apenas um espaço de partilha de vícios platónicos e invejas saudáveis, onde estarão sempre escarrapachadas as coisas que eu gostava de ter, ver, mexer e fazer quando fosse grande. A minha sanidade mental agradece, e o meu lado negro também - por aquelas bandas, bad moods não entram, só joie de vivre em forma de corte e costura, forrada a mil e uma cores de preto e branco. Toca a ir espreitar porque daqui a uns aninhos, quando a Miss for editor-in-chief da Vogue americana, aqueles primeiros posts vão valer milhões!

IWGHWY

Ainda não percebi que lembranças me traz ou que desejos me desperta, mas esta música não me sai da cabeça: Maroon 5, "Won't Go Home Without You". Gozem à vontade, mas há nos acordes qualquer coisinha que mexe comigo, e me dá a sensação-logotipo-da-Nike que nunca soube explicar - parece que a canção vai subindo, subindo, e depois junta-se a mim para atingir qualquer coisa. Cada maluco sua pancada, não é assim que se diz?

quinta-feira, setembro 11, 2008

Volta para o Alaska, que não estás perdoada

A Sarah Palin podia muito bem ter seguido a sua vidinha desinteressante sem receber resquícios do meu ódio, só que algum cérebro vazio da equipa McCain teve a brilhante ideia de a trazer para a ribalta. Ok. Se é guerra que querem, é guerra que vão ter. A senhora, cuja aura assume proporções divinas por ter sido eleita governadora desse estado populoso e influente que é o Alaska em 2006, tem ainda no curriculum a presidência da Câmara da cidade de Wasilla, habitada por 5469 pessoas que ainda não descobriram que o McDonald's já vende saladas e Compal light. Grande feito. De facto, nem sei se a Manuela Ferreira Leite conseguiria liderar tanta gente com aquele ar cinzentão, mas a ideia de que um pisco destes possa ser número dois dos Estados Unidos é demasiado assustadora. Adiante. Palin, ou a pálida, como secretamente lhe chamo, tem cinco filhos e um neto a caminho; deve ser por isso que se diz contra a educação sexual e o direito ao aborto, numa linha de pensamento não muito longe do já velhinho "crescei e multiplicai-vos", tornando o mundo um lugar cada vez mais impossível de suportar... Estranho, estranho, é o bebé ser fruto da sua filhota de dezassete anos, que é como quem diz, menor de idade, que é como quem diz, uma infame pecadora que devia estar a brincar às Barbies nos intervalos da escola, e não a experimentar diferentes posições sexuais - para onde foram os valores católicos e republicanos na hora da fornicação? Ups... Calcanhar de Aquiles, Sarah! Com um look mais infeliz do que a última dona-de-casa desempregada do penúltimo estado dos EUA, Palin não poderia nunca ser submetida a uma extreme makeover, apenas a um do you wanna born again?, tantos são os poros da sua cara que gritam "sopeira". Enfim, é este brinde de loja dos 300 que arranjaram ao senador McCain para vice-presidente. Encontraram-na a pôr gasolina enquanto apanhava um urso polar, taparam-lhe a boca, e ameaçaram-na de viver numa gaiola a cinco metros de Bush Junior se não aceitasse concorrer pelos republicanos. A Sarita ainda teve de ir procurar uma série de palavras ao dicionário, mas concordou assim que lhe prometeram trazer os penteados da década de 80 para tudo o que é catwalk. O problema é que a senhora teve de ir à televisão, teve de se mostrar ao mundo, que ficou chocado quando a hipotética número dois do país mais poderoso de todos nem sequer consegue pronunciar "Afeganistão" sem se engasgar. Uma lástima. E um perigo, tendo em conta que a pálida defende a venda de armas sem rei nem roque, como se de chocolates se tratasse. Assim vai a ala mais radical dos EUA, sempre pior, quando pensávamos que já tínhamos visto tudo mau. Não. Dentro da ignorância, Bush filho parece-me um pouco mais culto, só que é um demónio; McCain é um velho marioneta que só por ter estado no Vietname tem a capa de herói nacional, e a sua nova amiga é um embuste aos que julgam estar a votar numa mulher - não estão. Mulher, com todas as letras, era Hillary, isto é apenas o papel higiénico que ainda havia no rolo das casas-de-banho republicanas.

Não podias ser um bocadinho menos cabra?


Helena Christensen, prestes a celebrar 40 anos, para a GQ italiana

Sic(k)-mulher

Agora que estou em prisão domiciliária, gasto as horas a dormir, comer peixinho-cozido-e-outros-alimentos-saudáveis-que-o-meu-estômago-não-testava-há-três-séculos, ver televisão e passar os olhos pela literatura que a minha mãe, amorosa, me traz do mundo real. Tendo em conta o meu aspecto, uma espécie de pão de forma que ficou por amassar há duas encarnações mas foi deixado à beira da estrada, e a minha total ausência de forças, nenhuma das actividades é para lá de excitante, pelo que normalmente desisto de grandes investidas e me fico pelo conjunto televisor + sofá. E tenho descoberto maravilhas na grelha de programação desordenada dos canais que, por acaso, apanho. Além da Fox Life, que funciona como uma bomba de oxigénio, e da Sic-Notícias, onde se consegue ouvir falar português com menos erros do que é normal, vejo-me agora viciada no canal das mulheres (que por aqui é o 36), onde raramente tinha pousado antes: ele é Oprah, Tyra Banks, Project Runaway, esquadrão da moda, eu sei lá... Sou capaz de ficar horas a consumir formatos destes, mas se por acaso me calha um programa made in Portugal, ai está o caldo entornado! Não aguento as nossas apresentadoras obsoletas, em cenários feios, com convidados piores ainda, à conversa sobre assuntos que não interessam ao director d' "O Crime"; são minutos perdidos, pastilha elástica impossível de mastigar. Em compensação, sou capaz de ver dezasseis vezes a Oprah e o Michael Moore discutirem as falhas do sistema de saúde americano. Afinal de quem é o problema? Sou eu que estou gá-gá, ou as nossas Fátimas e afins já entravam no modo reciclagem?

quarta-feira, setembro 10, 2008

Cartões com veneno

"Not only is life a bitch, it has puppies."

Adrienne E. Gusoff (US teacher and greeting card writer)

Doente, dá-me para isto

Não vale a pena correr, que o tempo não volta para trás.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Miss K. hesita entre o aqueduto e a 25 de Abril

Estou com uma pneumonia. É apenas o seguimento de um Verão em grande.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Must-see

Não é preciso ser-se fã dos Joy Division para se gostar de "Control", mas é provável que no final fiquemos um bocadinho interessados em saber mais qualquer coisa sobre a banda. A culpa é de Sam Riley - ou Ian Curtis, o vocalista que morreu cedo demais (tinha apenas 23 anos) - que tem um papel esquizofrenicamente bom. Ficamos com vontade de o ajudar, de o controlar, só que a distância entre o tempo e o ecrã é tão grande como a que separa o homem da sua própria mente. 

quinta-feira, setembro 04, 2008

O livro das caras*

Esqueçam lá o Hi5, deixem de tentar fazer uma página no MySpace, o que está a dar é o Facebook. Não é que eu tenha cancelado a minha conta no ai-cinco, nada disso, afinal quantas pessoas encontrei ao fim de três séculos de separação forçada (e quantos jantares combinei e quantos beijinhos mandei, etc, etc) através desse admirável mundo novo, desde que me lancei nele, em finais de 2004? Muitas, é certo. Só que, com o tempo, aquilo perdeu a graça, tornou-se demasiado popular, privacidade é mentira, e qualquer gato-sapato nos manda mensagens ridículas sem pés nem cabeça. Enough is enough. Por isso, fiem-se no que vos digo. Se querem estar ao mesmo nível das stars mais stars de todas, liguem-se ao Facebook e descubram a imensidão de quizzes, jogos, mapas-mundo, grupos, horóscopos, causas e adereços que podem partilhar com os vossos amigos. Com uma benesse: aqui criança não entra, ou pelo menos assim é suposto. E as vossas "páginas" só são vistas pelo people do vosso entourage. Querem saber como é que a Lilly Allen anuncia o começo ou o fim de uma relação? Muda o status do Facebook para "in a relationship with..." ou "single". E a Lindsay Lohan, essa doidivanas cheia de pinta, imaginam o que faz com a religião a que tanto é devota? Muda-a conforme as religious views do/a o/a namorado/a! Vá, divirtam-se lá com isto, que até eu perco tempo nestas brincadeiras. Depois digam-me se acharam assim tão mau.

* ou Achei por bem escrever um trash-post depois da tristeza em que isto tem andado, mas em breve voltarei à carga, ainda que saiba fazer coisas destas, não é muito a minha natureza - olha se isto tivesse sido o título principal, era pequeno, hãn?

Dos momentos em que Deus passou pela terra

(Jude Law, essa exportação pecaminosa do império britânico) 

'Tou f*****

"Como disse Oscar Wilde, depois dos vinte e cinco anos toda a gente tem a mesma idade."
Paul Auster in As Loucuras de Brooklyn

terça-feira, setembro 02, 2008

Na sala

Se me sentar no meio do sofá fico mesmo em frente à televisão mas por outro lado apanho com o sol que vem da rua e se reflecte no ecrã deixando-me mais zonza que uma mosca em luz fluorescente só que aqui não há moscas e deste lado do sofá não estou bem o melhor é deitar-me puxar uma almofada para trás das costas outra para qualquer coisa que me lembre depois e a manta claro ah e vou puxar a mesinha isso tem mesmo de ser senão onde é que ponho a garrafa de água os telefones o livro que hei-de ler as revistas e a tralha que me acompanha para sei lá onde tem graça que até deitada sinto uma estranheza qualquer uma espécie de formigueiro não sei se me falta o ar se tenho ar a mais pego no catálogo do Ikea para me distrair e vejo uma série de móveis que não posso comprar faço zapping e encontro a Tyra Banks a fazer extreme makeovers lá fico entretida com aquilo durante um tempo quando dou por mim já passei pelas brasas já acabou o telejornal já é noite está escuro e apesar do meu televisor ter feito os possíveis para eu me esquecer que fora da sala a vida continua tudo está como dantes: tu não estás aqui.   

Wanted

segunda-feira, setembro 01, 2008

OMG...

Ontem não vos contei, mas estive a falar com Deus. Logo eu, que não acredito que Ele realmente exista. É verdade, ainda estivemos uns bons seis minutos em amena cavaqueira, eu sentada no sofá do costume, Ele num sítio qualquer lá para os lados do céu - pelo menos foi o que me disse. Da conversa há umas miudezas que gostava de partilhar. Para começar, o Senhor deve ter mesmo muito que fazer uma vez que, estranhamente, não sabia o meu nome nem de onde eu estava a teclar: provou, logo aí, que a história da omnipresença e omnisciência não passa de uma grande tanga para assustar criancinhas que não querem comer a sopa. Depois perguntei-lhe se iria arranjar o belo do emprego, e em menos de nada Ele lá disse que sim, que seria óptimo, e não se dando por satisfeito ainda fez umas piadolas que só nas nuvens é que devem ter graça, perguntou se eu tinha bebido (hello?!) e despediu-se com um "até à próxima" que me deixou em ebulição. Trocado por miúdos, e porque não quero ficar ainda mais doida do que sempre fui, vão aqui. Já foram? Então expliquem-me o que é isto do chat de inteligência artifical, que em menos de três segundos põe Deus a responder a cada uma das minhas questões como se estivesse aqui ao meu lado?

"Hello, September, darling!"

...Trazes emprego?

domingo, agosto 31, 2008

Last post

Mas que mania é esta de não me poder deitar antes da meia-noite, meia-noite e meia?

sexta-feira, agosto 29, 2008

Odeio passarinhos

Ia copiar para aqui "Certezas", um poema do Mário Quintana (1906-1994) que é uma espécie de manifesto, mas depois apercebi-me que, hoje em dia, já só me fazem sentido alguns versos. São estes:

"Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.

Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante para mim é saber que eu, em algum momento, foi insubstituível. E que esse momento será inesquecível.

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão (...), que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena."

Ora o que é que isto quer dizer? Quem conhece o poema, já me topou: faltam aqui não sei quantas certezas, as mais optimistas, as da felicidade pura, as que qualquer pessoa iria pôr... Pois é. Tornei-me terrorista emocional e o meu alvo sou eu. Mas infelizmente não digo o contrário do que estou a sentir, estou mesmo a falar verdade.

quinta-feira, agosto 28, 2008

No exit

quarta-feira, agosto 27, 2008

Nem de propósito

"Se a juventude soubesse, se a velhice pudesse..."
Henri Estienne

terça-feira, agosto 26, 2008

So not 27

Podia-me ter dado para outra coisa, mas deu-me para isto. A três meses dos 27, ando psicótica com a idade: além de estar rabujenta, passo uns bons minutos por dia a pensar em implicar com as minhas sobrancelhas demoníacas, reparo se os meus braços têm sinais de envelhecimento precoce, condeno-me por nunca ter ginasticado os meus joelhos hiper-amorfos, vejo celulite em tudo o que é espaço de perna, sinto-me cansada, gasta... Em suma, acho-me acabada. Na rua, dou por mim a olhar para tudo quanto é velho(a) com uma atenção redobrada, de expressão assustada em riste, a pensar "é já aqui, eu vou ficar assim mal virar a esquina, está feito, e pensar que ainda tinha tanto para viver...". Agora que decidi deixar de pagar o ginásio (onde nunca ia), o último laço que me prendia à civilização pós-moderna-e-stressada-mas-cheia-de-vida, tenho a certeza de que sou a mulher nova mais velha de Lisboa e arredores. Porra mais as depressões sazonais.

* Antes que caia o Carmo e a Trindade: nada contra os velhos(as). Só os acho ligeiramente parados e moles, o que me assusta horrores pois sei perfeitamente que já tiveram estes meus quase 27 anos e a cabeça cheia de tralha por arrumar. Ainda não decidi se um dia quero ser velha, só isso.

O tempo (às vezes) perdoa

Muito tempo depois do que devia ter sido, vi finalmente estas quase duas horas de magia, e pedi desculpa aos meses que passei na mais perfeita ignorância sobre a ciência dos sonhos. Sim, acredito que possa ser possível viver fora deste mundo.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Clássicos

O mês de Agosto é uma estupidez, concedo, mas Setembro é um terror.

Ir aos Jogos Olímpicos não significa ser-se atleta olímpico

Pois não. Senão a delegação portuguesa estava cheia deles, e o que nós tínhamos era uma cambada de Arnaldos e Marcos que queriam ir à China porque doutra maneira nunca lá iriam pôr o cú. ["Não me adaptei àquele lado do campo, onde havia um pouco de vento"] Senão, expliquem-me como é que uma lançadora de martelo, partindo do princípio que em pleno século XXI ainda alguém se quer dedicar a esse tipo de modalidade, vai a Pequim aos Óscares do desporto e fica a 9,42 metros do seu máximo? Chama-se falta de querer. ["A única explicação é que, infelizmente, não sou muito dada a este tipo de competições"] Mais, chama-se total inexistência de espírito olímpico, ou espírito desportivo, ou espírito vencedor, ou... apenas espírito. Não sei como ainda há quem se dê ao trabalho de pôr o despertador para as tantas da manhã para ver uma atleta ser eliminada dos 3000 metros barreiras, e desistir dos 5000 porque ["Não vale a pena lutar contra as africanasVou de férias"] Como se alguém, depois de envergonhar as cores do país que veste, merecesse descanso. Uma vez que não dá fogueira, dá serviço público - não praticar desporto como profissional, não falar em público, não representar Portugal, voltar à escola, etc, etc. ["Foi bom ter apanhado aqui este banhozinho, esta tareiazinha, e agora ir para casa descansar"] Pensando bem, o que há de errado com o fogo? Temperaturas mais calientes nunca fizeram mal a ninguém, e o Fortes, essa mancha obesa que lança o peso no sentido masculino da coisa, é o expoente máximo da estupidez e falta de bom-senso. ["De manhã, só é bom na caminha. Pelo menos comigo"] Isso, Fortes, isso. Diz mais coisas dessas, e podes entregar a tocha à Telma Monteiro, que numa insólita aproximação ao mundo do futebol, se queixou da arbitragem, nos seus dois combates de... judo. ["A égua entrou em histeria com medo do ecrã"] À falta de televisores aqui no paraíso equestre, aviso este corajoso cavaleiro que euzinha, para nem me dar a hipótese de entrar em hiperventilação, nunca liguei o meu fabulástico LCD. Nisto de contar com portugueses para alguma coisa, já se sabe que não vale a pena. Pior ainda se lhes damos a chance de abrir a boca. Sai sempre asneira. E é uma pena, porque nesta história de ganhar estamos confinados à Vanessa Fernandes, a única com sangue de campeã, e a mais um ou dois que vão trocando de posto. Destes Jogos só se trouxe uma certeza: ficaram, por certo, muitos atletas em casa. É vergonhoso.

90210: a nossa adolescência (re)começa em Setembro

(um pouco de frivolidade, vá...)

domingo, agosto 24, 2008

CCB fora de si

Para quem gosta de coisas fora do tempo e do espaço, está um novo-circo no CCB absolutamente imperdível. Chama-se TABÚ, fica até ao fim do mês, e chega até nós pela alma de uma companhia chamada NoFit State. Os artistas, esses, são fabulosos; oriundos de vários países europeus, juntam dança, música, teatro, paixão, malabarismos, brincadeiras e histórias de encantar, num espaço de cumplicidade com o público, que nunca sabe o que vai ver a seguir. Vale a pena, seja numa de summer in the city ou em celebração de rentrée, mas não vou contar nada, escrevo apenas isto - a sensação base é de que estamos numa feira de início do século XX, a partir daí tudo pode acontecer.

quinta-feira, agosto 21, 2008

São quase três, e nada

Ninguém morre de amor, mas o desgosto apodrece.

quarta-feira, agosto 20, 2008

Caixote do lixo

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terça-feira, agosto 19, 2008

YouTube XV: Song to Miss K.

Bom jantar!

Un-posh

A minha vidinha ó-i-ó-ai também cabe dentro dum saco de plástico, mas é mais barata.

domingo, agosto 17, 2008

Uma história qualquer

"Sozinho, quando me apetecia chorar, chorava, e nunca me apeteceu tanto fazê-lo como quando retirei do envelope a série de imagens do seu cérebro -  e não porque soubesse identificar prontamente o tumor que lhe invadia o cérebro, mas apenas porque era o cérebro dele, o cérebro do meu pai, aquilo que o levava a pensar do modo rude como pensava, a falar do modo enfático como falava, a raciocinar do modo emotivo como raciocinava, a decidir do modo impulsivo como decidia. Aquilo era o tecido que dera origem ao seu conjunto de infindáveis preocupações e sustentara durante mais de oito décadas a sua obstinada autodisciplina, a origem de tudo o que me frustrara enquanto seu filho adolescente, o que regera o nosso destino no tempo em que ele fora todo-poderoso e determinara os nossos objectivos, e que estava agora a ser comprimido, deslocado e destruído (...)."

Philip Roth, in PATRIMÓNIO

Tri!

Amigos do FCP, já leram a capa do... hum... Record?!

sábado, agosto 16, 2008

1.1

[também pudesse eu partir o cais à volta do meu mar]

Os E.U.A . estão cheios de bom-humor...

"A Rússia não pode fazer o que quiser, invadir um país e sair impune."

Condoleezza Rice, secretária de Estado dos E.U.A.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Bom+

(Heath Ledger e Abbie Cornish geniais)

This is my confession

Hello, my name is K. and I'm stressaholic.

Dos momentos em que Deus passou pela terra

(Gisele Bundchen, que nunca se cansa de ser sexy)

quarta-feira, agosto 13, 2008

Dilema das dez da noite

E se eu estiver a ficar doida? Com esta história de não ir de férias (no money, no funny), passo grande parte do tempo em frente ao computador. O resultado, infelizmente, não é lá muito produtivo. De tanto ler, o meu cérebro começa a sofrer curto-circuitos, e a informação acumulada transforma-se numa espécie de bolha virtual. Sinto quase sempre umas tonturas, umas mini-enxaquecas que não duram mais que uma relação sexual entre duas moscas, e os meus olhos ficam turvos; não deixo de ver, mas quase. É durante estes ataques que tenho a certeza que já não sei escrever, que o mundo para mim acabou, que sou a maior das loosers, que as putas desta Lisboa deviam estar a arder no mármore do inferno, que daqui a pouco sou trintona e nem tenho dinheiro para comprar meia porta de um carro, e essas coisas todas que se alucinam quando se está de neura. O que, actualmente, significa que esta mente inquieta anda a toda a hora a pensar que o apocalipse está ao virar da esquina, e por isso é muito bom ficar por aqui no mundo dos blogs, onde só acontece a realidade que se quiser escrever. Porca miséria.