domingo, agosto 31, 2008

Last post

Mas que mania é esta de não me poder deitar antes da meia-noite, meia-noite e meia?

sexta-feira, agosto 29, 2008

Odeio passarinhos

Ia copiar para aqui "Certezas", um poema do Mário Quintana (1906-1994) que é uma espécie de manifesto, mas depois apercebi-me que, hoje em dia, já só me fazem sentido alguns versos. São estes:

"Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.

Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante para mim é saber que eu, em algum momento, foi insubstituível. E que esse momento será inesquecível.

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão (...), que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena."

Ora o que é que isto quer dizer? Quem conhece o poema, já me topou: faltam aqui não sei quantas certezas, as mais optimistas, as da felicidade pura, as que qualquer pessoa iria pôr... Pois é. Tornei-me terrorista emocional e o meu alvo sou eu. Mas infelizmente não digo o contrário do que estou a sentir, estou mesmo a falar verdade.

quinta-feira, agosto 28, 2008

No exit

quarta-feira, agosto 27, 2008

Nem de propósito

"Se a juventude soubesse, se a velhice pudesse..."
Henri Estienne

terça-feira, agosto 26, 2008

So not 27

Podia-me ter dado para outra coisa, mas deu-me para isto. A três meses dos 27, ando psicótica com a idade: além de estar rabujenta, passo uns bons minutos por dia a pensar em implicar com as minhas sobrancelhas demoníacas, reparo se os meus braços têm sinais de envelhecimento precoce, condeno-me por nunca ter ginasticado os meus joelhos hiper-amorfos, vejo celulite em tudo o que é espaço de perna, sinto-me cansada, gasta... Em suma, acho-me acabada. Na rua, dou por mim a olhar para tudo quanto é velho(a) com uma atenção redobrada, de expressão assustada em riste, a pensar "é já aqui, eu vou ficar assim mal virar a esquina, está feito, e pensar que ainda tinha tanto para viver...". Agora que decidi deixar de pagar o ginásio (onde nunca ia), o último laço que me prendia à civilização pós-moderna-e-stressada-mas-cheia-de-vida, tenho a certeza de que sou a mulher nova mais velha de Lisboa e arredores. Porra mais as depressões sazonais.

* Antes que caia o Carmo e a Trindade: nada contra os velhos(as). Só os acho ligeiramente parados e moles, o que me assusta horrores pois sei perfeitamente que já tiveram estes meus quase 27 anos e a cabeça cheia de tralha por arrumar. Ainda não decidi se um dia quero ser velha, só isso.

O tempo (às vezes) perdoa

Muito tempo depois do que devia ter sido, vi finalmente estas quase duas horas de magia, e pedi desculpa aos meses que passei na mais perfeita ignorância sobre a ciência dos sonhos. Sim, acredito que possa ser possível viver fora deste mundo.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Clássicos

O mês de Agosto é uma estupidez, concedo, mas Setembro é um terror.

Ir aos Jogos Olímpicos não significa ser-se atleta olímpico

Pois não. Senão a delegação portuguesa estava cheia deles, e o que nós tínhamos era uma cambada de Arnaldos e Marcos que queriam ir à China porque doutra maneira nunca lá iriam pôr o cú. ["Não me adaptei àquele lado do campo, onde havia um pouco de vento"] Senão, expliquem-me como é que uma lançadora de martelo, partindo do princípio que em pleno século XXI ainda alguém se quer dedicar a esse tipo de modalidade, vai a Pequim aos Óscares do desporto e fica a 9,42 metros do seu máximo? Chama-se falta de querer. ["A única explicação é que, infelizmente, não sou muito dada a este tipo de competições"] Mais, chama-se total inexistência de espírito olímpico, ou espírito desportivo, ou espírito vencedor, ou... apenas espírito. Não sei como ainda há quem se dê ao trabalho de pôr o despertador para as tantas da manhã para ver uma atleta ser eliminada dos 3000 metros barreiras, e desistir dos 5000 porque ["Não vale a pena lutar contra as africanasVou de férias"] Como se alguém, depois de envergonhar as cores do país que veste, merecesse descanso. Uma vez que não dá fogueira, dá serviço público - não praticar desporto como profissional, não falar em público, não representar Portugal, voltar à escola, etc, etc. ["Foi bom ter apanhado aqui este banhozinho, esta tareiazinha, e agora ir para casa descansar"] Pensando bem, o que há de errado com o fogo? Temperaturas mais calientes nunca fizeram mal a ninguém, e o Fortes, essa mancha obesa que lança o peso no sentido masculino da coisa, é o expoente máximo da estupidez e falta de bom-senso. ["De manhã, só é bom na caminha. Pelo menos comigo"] Isso, Fortes, isso. Diz mais coisas dessas, e podes entregar a tocha à Telma Monteiro, que numa insólita aproximação ao mundo do futebol, se queixou da arbitragem, nos seus dois combates de... judo. ["A égua entrou em histeria com medo do ecrã"] À falta de televisores aqui no paraíso equestre, aviso este corajoso cavaleiro que euzinha, para nem me dar a hipótese de entrar em hiperventilação, nunca liguei o meu fabulástico LCD. Nisto de contar com portugueses para alguma coisa, já se sabe que não vale a pena. Pior ainda se lhes damos a chance de abrir a boca. Sai sempre asneira. E é uma pena, porque nesta história de ganhar estamos confinados à Vanessa Fernandes, a única com sangue de campeã, e a mais um ou dois que vão trocando de posto. Destes Jogos só se trouxe uma certeza: ficaram, por certo, muitos atletas em casa. É vergonhoso.

90210: a nossa adolescência (re)começa em Setembro

(um pouco de frivolidade, vá...)

domingo, agosto 24, 2008

CCB fora de si

Para quem gosta de coisas fora do tempo e do espaço, está um novo-circo no CCB absolutamente imperdível. Chama-se TABÚ, fica até ao fim do mês, e chega até nós pela alma de uma companhia chamada NoFit State. Os artistas, esses, são fabulosos; oriundos de vários países europeus, juntam dança, música, teatro, paixão, malabarismos, brincadeiras e histórias de encantar, num espaço de cumplicidade com o público, que nunca sabe o que vai ver a seguir. Vale a pena, seja numa de summer in the city ou em celebração de rentrée, mas não vou contar nada, escrevo apenas isto - a sensação base é de que estamos numa feira de início do século XX, a partir daí tudo pode acontecer.

quinta-feira, agosto 21, 2008

São quase três, e nada

Ninguém morre de amor, mas o desgosto apodrece.

quarta-feira, agosto 20, 2008

Caixote do lixo

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terça-feira, agosto 19, 2008

YouTube XV: Song to Miss K.

Bom jantar!

Un-posh

A minha vidinha ó-i-ó-ai também cabe dentro dum saco de plástico, mas é mais barata.

domingo, agosto 17, 2008

Uma história qualquer

"Sozinho, quando me apetecia chorar, chorava, e nunca me apeteceu tanto fazê-lo como quando retirei do envelope a série de imagens do seu cérebro -  e não porque soubesse identificar prontamente o tumor que lhe invadia o cérebro, mas apenas porque era o cérebro dele, o cérebro do meu pai, aquilo que o levava a pensar do modo rude como pensava, a falar do modo enfático como falava, a raciocinar do modo emotivo como raciocinava, a decidir do modo impulsivo como decidia. Aquilo era o tecido que dera origem ao seu conjunto de infindáveis preocupações e sustentara durante mais de oito décadas a sua obstinada autodisciplina, a origem de tudo o que me frustrara enquanto seu filho adolescente, o que regera o nosso destino no tempo em que ele fora todo-poderoso e determinara os nossos objectivos, e que estava agora a ser comprimido, deslocado e destruído (...)."

Philip Roth, in PATRIMÓNIO

Tri!

Amigos do FCP, já leram a capa do... hum... Record?!

sábado, agosto 16, 2008

1.1

[também pudesse eu partir o cais à volta do meu mar]

Os E.U.A . estão cheios de bom-humor...

"A Rússia não pode fazer o que quiser, invadir um país e sair impune."

Condoleezza Rice, secretária de Estado dos E.U.A.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Bom+

(Heath Ledger e Abbie Cornish geniais)

This is my confession

Hello, my name is K. and I'm stressaholic.

Dos momentos em que Deus passou pela terra

(Gisele Bundchen, que nunca se cansa de ser sexy)

quarta-feira, agosto 13, 2008

Dilema das dez da noite

E se eu estiver a ficar doida? Com esta história de não ir de férias (no money, no funny), passo grande parte do tempo em frente ao computador. O resultado, infelizmente, não é lá muito produtivo. De tanto ler, o meu cérebro começa a sofrer curto-circuitos, e a informação acumulada transforma-se numa espécie de bolha virtual. Sinto quase sempre umas tonturas, umas mini-enxaquecas que não duram mais que uma relação sexual entre duas moscas, e os meus olhos ficam turvos; não deixo de ver, mas quase. É durante estes ataques que tenho a certeza que já não sei escrever, que o mundo para mim acabou, que sou a maior das loosers, que as putas desta Lisboa deviam estar a arder no mármore do inferno, que daqui a pouco sou trintona e nem tenho dinheiro para comprar meia porta de um carro, e essas coisas todas que se alucinam quando se está de neura. O que, actualmente, significa que esta mente inquieta anda a toda a hora a pensar que o apocalipse está ao virar da esquina, e por isso é muito bom ficar por aqui no mundo dos blogs, onde só acontece a realidade que se quiser escrever. Porca miséria.

RSS

I should have met you in the eighties.

terça-feira, agosto 12, 2008

O Carnaval é quando um homem quiser

Carta de apresentação (not)

Adorava saber o é que as pessoas que escrevem para os jornais e para as revistas fazem quando lhes falta a inspiração. É que o drama do ecrã em branco é pior do que parece: a mim acontece-me todos os dias, e eu não passo de uma rafeira que vai para dois anos não escreve para lado nenhum; a cada 24 horas, aí estão as minhas mãos a pingar porque não apontei a ideia que me veio a meio do concerto de Franz, a iluminação divina que me surgiu na viagem de ida para a Zambujeira, a conclusão fatal, e irremediavelmente esquecida, entre aquelas duas passas aceleradas de ganza mal acendida, no final de outro dia de praia. Pior que isso, é nem ter tido o vislumbre, ou a sensação capilar (seja lá isso o que for), de ter tido o impulso de escrever alguma coisa; por mais má que fosse, podia sempre apagá-la e escrevê-la melhor, escrevê-la bem. Mas não, isso não acontece, e na minha cabeça começa uma luta de tico e teco que acaba sem vencedores nem vencidos, porque se é verdade que não preciso stressar-me porque não sou colunista de nenhuma publicação semanal e por isso não cumpro deadlines, não é por isso que tenho o direito de perder a cabeça e começar a escrever posts de merda, como este, para queimar a pouca credibilidade que tenho junto dos meus fiéis leitores. Escrito isto, declaro oficialmente aberta a época "Miss K. procura emprego, parte... em que parte é que nós vamos?"

segunda-feira, agosto 11, 2008

Há uma parte do fim-de-semana que nunca morre

Encontrei o meu cabelo no meio da palha que tenho na cabeça.
Tenho a pele da cara a cair.
Dói-me a garganta.
Sinto-me febril.
O verniz, tanto das mãos como dos pés, estalou.
A minha cabeça pesa entre 900 kg a uma tonelada.
Não consigo manter os olhos abertos por muito tempo.

Fui ao Sudoeste. 
Dormi duas noites no carro.
E tirei todas as dúvidas que ainda podiam existir - estou a ficar velha.

quinta-feira, agosto 07, 2008

"Fazemos o alfabeto?"

"O Escanfandro e a Borboleta" só chegou agora porque, por ignorância minha, o nome nunca me chamou a atenção. Claro que se tivesse pesquisado um bocadinho sobre a sua razão de ser, teria ficado imediatamente interessada, mas preferi andar estes meses todos a achar que não estava a perder nada de especial. Erro meu. O realizador Julian Schnabel conta a história verídica do editor da Elle francesa, Jean-Dominique Bauby - que depois de um acidente cardiovascular fica totalmente paralisado (com excepção do olho esquerdo) - de forma invulgar, adoptando a perspectiva do homem que era um poço de vida e que, de um momento para o outro, se vê confinado à boa-vontade e ajuda dos outros para sobreviver; as cenas são quase sempre vistas sobre a perspectiva de Jean-Doc, incapaz de se mover, insensível ao abraço dos filhos, mas o mesmo homem de sempre - a mesma cabeça, o mesmo coração. Longe de melodramas e num acto de coragem irrepreensível, vemos os dois lados da moeda, como reagem as duas frentes nesta batalha perdida contra a cadeira de rodas - e uma grande salva de palma para Emmanuelle Seigner, que é a mãe dos filhos que mais poderia ser. O Life aconselha.  

quarta-feira, agosto 06, 2008

[...]

Parabéns avô

terça-feira, agosto 05, 2008

Anti-manifesto

Não conheço nenhuma mulher que não dê tudo por tudo. Com um homem, claro. Duvido que com muito mais coisas uma mulher dê tudo o que tem e o que não tem. Talvez com o emprego - mas pensará, decerto, duas vezes. Talvez com os filhos - mas para isso já deu tudo por tudo com o homem que os ajudou a fazer. Por isso, mais cedo ou mais tarde, qualquer mulher dá tudo por tudo. E o que não tem vai buscar. Até a mulher que parece mais distante, mais insensível, está a dar tudo por tudo. É que nós, mulheres, já nascemos com aquele instinto fatalista que nos leva a galgar este mundo e o outro só para ver meio sorriso num exemplar do sexo oposto, mesmo quando - e apesar de - ele nos dá para trás. Faz parte da nossa natureza. Mas nem por isso nos transforma em escravas do coração. Há sempre o dia em que, de repente, saímos do piloto automático, e já não temos nada para dar; sugaram-nos tudo. Normalmente acontece quando menos se espera, porque passarmos a dar tudo por tudo a nós próprias também é da nossa natureza.

sábado, agosto 02, 2008

São fases, meu senhor, são fases

Há muitos anos que não passava um dois d'Agosto fechada em casa. A gente pensa sempre que já passou tudo o que tinha para passar, mas não. Existem coisas que estão sempre prontas para nos acontecerem a nós, sendo ou não prováveis de se passarem connosco. É por isso que eu agora estou neste sofá beje-encardido, rodeada de revistas, pó e saudades, televisão e barulho de carros, música e cigarros, mantas e ventoinha, almofadas e jornais velhos, garrafas de água e télémoveis, e não estou numa praia qualquer, a jantar num restaurante com os suspeitos do costume, a preparar-me para mais uma noite das arábias. Não vou escrever que as noites das arábias já lá vão - seria demasiado fatalista, ainda só tenho 26 anos, com certeza passarei ainda umas noites porreiras. No entanto, se agora fosse obrigada a imaginar-me noutro sítio que não a minha casa, seria incapaz. Ando tão fechada na minha concha, tão concentrada no meu papel de bicho-do-mato, que nem me lembro como é ser a K. do costume... Deixei de ser a party girl sem sono, que não se cansa e não pára em casa, para ser esta mosquinha morta que assumiu totalmente o lado não-gosto-de-mim-vou-só-mandar-me-abaixo-mesmo-sem-dar-conta-disso. Há uns meses atrás a geek-psicótica e a Miss futilidade eram amigas forever. Actualmente, e mesmo sem batalha nem guerra, só a primeira existe. A minha consciência social acabou. Sou uma nano-amiga, e se dantes exagerava em tudo o que era festa, agora exagero em tudo o que é tempo passado em casa. É. A gente pensa sempre que já passou tudo o que tinha para passar, mas não. I rest my case. Já fiz muito. Já viajei muito. Este Verão pertence a outras pessoas, a K. ficou em Lalaland.

Primeira impressão do dia

Eu devia ter sido cabeleireira.*


* Não porque tenha jeito, mas porque as expectativas eram menores - não porque o ofício de cabeleireira seja menor, entenda-se.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Muitas visitas depois

Inacreditável. O meu blog, que além de não ser citado nos jornais, não fala de sexo nem tem fotos minhas ou dos meus amigos nos casamentos a que vamos todos os fins-de-semana, ultrapassou as 150 mil visitas. Estou em pânico. Um sítio onde não se contam anedotas picantes, não se dão conselhos amorosos, não se debate a vida privada do autor na caixa de comentários, não se faz count-down para o nascimento de um bebé, conseguir ter espreitadelas ao nível dos milhares, em menos de dois anos, é obra! Mas afinal o que é que as pessoas esperam encontrar aqui? Eu realmente devo ser muito boa naquilo que escrevo. Eh pá, estava mesmo a precisar desta dose cavalar de auto-estima para começar Agosto como deve ser.

quarta-feira, julho 30, 2008

Seja você mesmo mas não seja sempre o mesmo

Ninguém é invencível. [E ela disse, "Temos tempo"] Só não consegues virar as páginas de um livro que já está fechado. [Ele só conseguiu sorrir] De uma maneira ou de outra, em algum momento as coisas vão acabar por correr mal. [E ela disse "Não podemos voltar atrás"] O que tiver que ser teu, será. ["Eu também não queria voltar", concordou ele] Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe. ["Eu sei disso", respondeu ela] Até quando julgamos ter atingido o limite, estamos ainda num estádio mediano de dor. ["E agora?", perguntou ele] A alma eleva-se para lá de si própria. ["Damos as mãos, e vamos"] É a vontade que faz a união, não é a força. 

terça-feira, julho 29, 2008

A corda

Foram tantas as vezes que tentaram separar a minha cabeça do meu corpo, mas em vão. Esqueceram-se que a minha cabeça e o meu corpo nunca estão colados, e que no entanto estão sempre juntos. Porque as coisas que nascem pré-destinadas nunca se perdem, mesmo que haja uma eternidade a separá-las.

segunda-feira, julho 28, 2008

Hard truth

Sobre este blog:

"Nunca será um diário. Detesto diários. A vida real, do dia-a-dia, não tem interesse nenhum. O que me interessa é o que a minha cabeça faz com a vida real - a  minha reacção a isso."

sábado, julho 26, 2008

One Love. Live It Well.

911

Às vezes passo com a mão por cima da cicatriz pequena e lembro-me. Lembro-me de como eram os dias há pouco mais de um ano atrás, quando ela ainda não estava aqui. Era o tempo dos sonhos por cumprir, da vida cheia de pressa por fazer as coisas. Depois, sem saber como, o destino entrou-me em casa e disse que estava farto de esperar, que não queria seguir este caminho. Agora os dias têm menos horas e a noite chega mais cedo. E ao longe, na estrada, o carro que continuava a passar quando já não havia ninguém, foi-se embora para nunca mais. 

sexta-feira, julho 25, 2008

Mais vale só...

"Odeio quem me rouba a solidão
sem em troca 
me oferecer 
verdadeira companhia"
(Nietzsche)

Why so much noise?

Em dez, o IMDB dá-lhe 9,5 de média. Ora se não me falham as contas, tal percentagem põe esta obra a roçar a perfeição. Não estaremos a exagerar? Será que os 115340 votantes viram o mesmo filme que eu? Vamos à crítica possível, a de quem não quer dizer mal mas que também não está aqui para dar palmadinhas nas costas de ninguém... Cento e cinquenta e dois minutos de Batman é muito Batman, às tantas já não sei se o anti-herói é o morcego se o Super-Homem, confesso-me perdida com tanto tempo de aventura mastigada over and over; o Heath Ledger está de facto muito bom como Joker - e é só isso, está de facto muito bom, é o actor com a melhor performance no filme, mas nem por isso a sua actuação faz resuscitar o Tutankamon. Não senti em nenhum momento o descontrolo e a alienação total de, por exemplo, Jack Nicholson em "Voando Sobre Um Ninho De Cucos"; o Christian Bale consegue ser um Batman mais enjoativo do que uma bola de Berlim sem creme, e aquela dentadura-cor-de-lixívia que exibe debaixo do fato de bicho voador só me faz pensar que quem lá está dentro é outra pessoa, porque aquele sorrisinho-gay não lembra nem ao menino Jesus nos seus piores dias; o Michael Caine é um Senhor, até mesmo a servir o pequeno-almoço; a Maggie Gyllenhaal é de uma beleza fatal que faz inveja à portadora da maior quantidade de sangue de barata, e como se isso não fosse pouco tem um talento inquantificável; gostei de ver o Aaron Eckhart despenteado - foi a primeira vez, é de um arrojo sem precedentes, mas o meu humilde conselho é de que volte a fazê-lo, para bem da sua carreira; last but not least, esse rei da descrição que é o Gary Oldman - adorei o jeito down-to-earth e nacionalista do seu polícia incorruptível. E pronto, agora posso voltar aos episódios que me faltam de "Weeds".

quarta-feira, julho 23, 2008

A outra maneira de dizer que o Christian Bale foi à polícia

encontrado aqui

Escuro

Os deuses inventaram a noite porque não podiam ter os olhos fechados o dia todo.

Em troca, o Homem abriu mão da imortalidade.

terça-feira, julho 22, 2008

My favourite (new) addiction

De dentro de mim

(neste caso, qualquer semelhança com a minha pessoa não é mera coincidência)

segunda-feira, julho 21, 2008

Não Há Coincidências

E por falar em MRP, hoje estou a postar como um autor de literatura light - em série, ao mais assustador nível do modo fabril. 

Sei Lá

Na Pública de ontem, a Margarida Rebelo Pinto falava dos seus Moleskines como uma tia de Cascais na penúria fala da última investida à Feira da Ladra: tu cá, tu lá. Com uma naturalidade digna de Nobel, a escritora assumia ter vários, cheios de apontamentos da vida quotidiana, ideias para "os próximos cinco livros", e rascunhos sobre pessoas e comportamentos - porque os amigos são um filão de futuras personagens. Claro que a Madame best-seller tem um montão de Moleskines. Todos os gatos pingados que querem ser respeitados naquilo que fazem têm um quinhão de Moleskines - nem que as páginas fiquem em branco. Se eu tenho, como é que a Guidinha não haveria de ter? Já estava na altura d'esta gentinha saber que os grandes não seguem modas: criam-nas. 

E o blog com o pior nome é...

... o meu! C'um catano, mas quem é que se lembra de chamar a um blog "Life Is A Masterpiece"? "Life Is A Masterpiece"?! Qual obra-prima, qual carapuça, está tudo doido ou quê? A verdade é que é preciso ser-se muito infeliz (nos tempos que correm, sou obrigada a concordar...) para escolher um nome destes para-o-que-quer-que-seja; uma expressão que não é carne nem é peixe, que não lembra nem uma música, nem um livro, nem um filme, nem um provérbio, nem uma alcunha, nem uma marca de comida para gatos... Que tristeza, ver a imaginação tão limitada, a mente tão obsoleta e acanhada, os neurónios a funcionar a passo de pomba... Depois de dois anos e picos, descobrir que o nome do nosso blog, afinal, é cor-de-burro-quando-foge, tira-nos posts de vida. E é pena. É pena, porque o escriba habitua-se a isto e pensa que tem um sítio catita, quando na verdade é dono de um tasco assexuado - e para cumprir esse papel temos a exímia Dr. Manuela Ferreira Leite, que um dia ainda há-de perceber que não tem uma torneirinha debaixo da saia (no offenses). Por tudo isto peço-vos, em nome de todas as vezes que cliquei "Publicar Mensagem" (melhor seria se nalgumas tivesse encontrado o botão delete): se conhecem blogs com nomes tão maus ou piores que o meu, não hesitem em partilhar. Está na hora de me rir da desgraça alheia. E com isto vos digo, obrigada por me terem lido sempre, apesar da soturna certidão de nascimento...  

Eu, sinceramente, não achei piadinha nenhuma

Capa do New Yorker, com Barack e Michelle Obama

FIAT 500, the revival