segunda-feira, maio 26, 2008

Velhos conselhos de mim para mim...

Se alguém te parecer fingir-se difícil, torna-te impossível.

O vício da forma

De quantos olhos precisarei para me proteger de mim?

domingo, maio 25, 2008

Será?

A vida até pode ser uma obra-prima, 
mas o mundo deixa muito a desejar.

sexta-feira, maio 23, 2008

A sombra

Lá vou eu, um mundo inteiro de atraso em relação a mim própria...

quinta-feira, maio 22, 2008

Ansiedade

do Lat. anxietate


s.f., 
dificuldade de respiração;
opressão;
angústia;
inquietação de espírito;
desejo veemente;
impaciência.

Sou ansiosa. Vivo numa eterna corda bamba, sempre à espera do segundo seguinte. Pé ante pé, caminho desastrosamente rumo a qualquer coisa inatingível, a um lugar sem destino. Não chego nunca. Deixo que a angústia tome conta dos meus dias, das minhas tardes, das minhas noites, na desesperada esperança de que depois tudo mude. Nada muda, eu nunca vou a tempo de mudar nada. Sou a minha maior negação, a minha mais grave falha, o meu mais temível opressor. Fechei-me num mundo perdido, onde só há o cinzento e o baço, há quase doze anos. Preciso que me resgatem de mim, que me libertem da minha prisão interior. Quero fazer tudo, e de tanto querer deixo-me só na vontade. É a impaciência que me acorda para uma nova urgência, um novo desejo, uma nova luz. Mas o meu espírito está corroído de teias de aranha, que há muito apagaram as pegadas que me levariam até aos reflexos do sol.

quarta-feira, maio 21, 2008

She's bringing sexy back!

(Schiffer, Claudia Schiffer) 

Mais uma cruel verdade

Life is ten percent what happens to you and ninety percent how you respond to it.
Lou Holtz

World Press Photo 2008 - a minha escolha

Philippe Dudouit, Switzerland, for Time magazine.
(PKK fighters, Nothern Iraq)

Balançómetro

Dois meses e meio de aprendizagem intensiva - às vezes nove horas seguidas. Um sem fim de novas emoções. No limite de um cansaço feliz. Nervos à flor da pele. Mil sensações num só dia. Oceanos de lágrimas por transbordar. Um compasso de espera angustiante. O medo - esse que raramente me larga. Receber uma nova etapa. Um dente do ciso a menos. Dores sem fim. Estômago a rebentar. É por tudo isto, e muito, muito mais, que o blog anda como anda - sem andar para lado nenhum. 

segunda-feira, maio 19, 2008

Esforço, Dedicação, Devoção e... GLÓRIA!!

Há três meses atrás, o Sporting era a equipa Calimero da Bet&Win: cedia empates e derrotas frente a equipas menores, não tinha um jogo consistente, faltava-lhe espírito de equipa, tinha no banco o treinador mais gozado do país, e, mais uma vez, não ia a lado nenhum. Claro que, há três meses atrás, o mesmo Sporting ainda era o único clube a competir em quatro frentes distintas - Campeonato, Taça da Liga, Taça de Portugal e Taça UEFA -,  o que dá mais ou menos um desgastezinho assim para o grande num plantel jovem e com muitas limitações... Só que, vá-se lá saber porquê, esse mesmo Sporting perdeu duas batalhas pelo caminho mas não deixou de ir à guerra, e foi vê-lo a subir tabela acima até ao segundo lugar, com acesso directo à Champions, e a mostrar (pela terceira vez numa época), que a equipa do FCP não é invicta. Merecemos ganhar? Não precisam responder. Ontem a televisão deu conta do recado, e a Taça de Portugal aterrou, pela 15a vez, em Alvalade. Porque, de facto, "o mundo pertence a quem se atreve..."

domingo, maio 18, 2008

17'

Dezassete minutos de jogo e por três vezes - três - já podíamos ter marcado. Só estou para ver no que isto vai dar...

sexta-feira, maio 09, 2008

Juntemo-nos todos e vão


Ditado-pop

A vidinha da vizinha é sempre melhor que a minha.

quarta-feira, maio 07, 2008

Record

Há o mundo. E há o melhor do mundo. Eu estou no melhor porque estou nos dois.

terça-feira, maio 06, 2008

Expliquem-me como se eu fosse muito burra...

Já se sabe que o mundo, se não existisse, tinha de ser inventado. O mesmo serve para algumas pessoas que o habitam. E depois há outras que, perdoem-me a frontalidade, deviam pagar por cada segundo que aqui andam. Este homem (será que lhe podemos chamar assim?) é um desses ocupa-espaço. Razão? Coisa simples: está à procura de um doente terminal que aceite passar as últimas horas de vida numa galeria de arte, como instalação. Sim, leram bem. Como instalação. [Pausa para respirar] O artista alemão (não fazer quaisquer ilações sobre a naturalidade e o carácter desumano da ideia...) acha que, transformando a morte num acontecimento público (se alguém lhe quiser explicar que a morte é o acto mais estupidamente solitário que existe, está à vontade), vai contibuir para aliviar o medo que a sociedade tem desse momento; até porque esta é "uma ideia que já o persegue há mais de dez anos." [Pausa para abrir os olhos de susto 98394572 vezes] Mais. Ao que parece, depois de ter tornado públicos os seus intentos, o senhor recebeu convites para ir desta para melhor, e está absolutamente estupefacto com as ameaças. "Porque será?", deve perguntar ele enquanto escova os dentes. "Enquanto não sabes", respondo-lhe eu, "aproveita o facto de conheceres o mais crónico de todos os doentes, tu, e mata-te bem morto na maior sala de exposições alemã". O planeta agradece. E os meus filhos, que ainda não nasceram mas hão-de ser pessoas com uns quantos dedos de testa, também.

Só não ponho aqui os vídeos porque já está um YouTube ali em baixo

Deus que não estás no céu, o que eu me ri! Andava aqui a K. a navegar pela net no seu velhinho barco de remos, a.k.a. pc mais velho que a Sé de Braga - nunca percebi o porquê desta expressão, acaso algum visitante bracarense aqui aporte ma possa explicar de bom grado -, quando foi contra este duríssimo iceberg, quer na quantidade quer na qualidade, de seu nome Os Contemporâneos. E foi gargalhar até dizer não chega mas para a semana há mais! Como tive oportunidade de explicar no título, não pus aqui os vídeos mais extravagantemente engraçados porque já tenho uma imagem em movimento do YouTube no post anterior, e eu gosto de ter o blog limpinho, não há cá lugar para confusões, senão uma pessoa nem tem tempo de ler nada. Por isso, vão aqui, aqui, aqui e aqui, e encostem-se a qualquer coisa que tenha costas. Depois, é só deixar a boquinha esticar de orelha a orelha que, é como quem diz de maneira mais complicada, rir que nem um perdido!

YouTube XIII: God bless the 70's!

segunda-feira, maio 05, 2008

Nunca, jamais, em tempo algum

Desprezem-me, aniquilem-me, reneguem-me, ataquem-me, gritem-me, batam-me, critiquem-me, detestem-me, mas não há paciência para blogs cheios de fotos de bebés (ou para os que fazem relatos pormenorizados dos nove meses em flor...). Cada vez que entro num, ponho seriamente em causa a minha obsessão por Kinder.

Não me digam que ainda não tinham reparado?!

(e, a continuar assim, qualquer dia os fiéis deixam de aparecer na missa)

domingo, maio 04, 2008

Amanhã

Amanhã não vou pensar que estou pobre. Amanhã não vou pensar que tenho a conta a zeros. Amanhã não vou pensar que estou na penúria. Amanhã não vou pensar que afinal o dinheiro faz falta. Amanhã não vou pensar que nunca estive tão mal de finanças. Amanhã não vou pensar que qualquer dia me tiram o Visa. Amanhã não vou pensar que o meu saldo está à beira do colapso. Amanhã não vou pensar que preciso de uns trocos a mais. Amanhã não vou pensar que seria impossível ajudar uma família do terceiro mundo com as minhas poupanças. Amanhã não vou pensar, nem sequer me vou lembrar, que terça-feira vou ter ainda menos euros que hoje...

Miss K. explica

Diz-me quantas vezes ligas o teu computador por dia, e dir-te-ei quem és.

sábado, maio 03, 2008

Drop Dead Gorgeous*



(Ideia e imagens roubadas aqui)
* ou A lógica do vinho do Porto (muito bem) aplicada às mulheres

Non-stop

(...) Praia. Banho. Sushi. Teatro. Sofá. Cinema. Cama. Sofá. Cinema. Sushi. (...) E, agora que o apanhei, já não deixo o sol sair da minha casa.

Get rich or die tryin'

É esta a vantagem da ambição: 
podes não chegar à lua, mas tiraste os pés do chão...

sexta-feira, maio 02, 2008

Herb, my alter-ego

Dó maior

O mundo é um lugar para se viver de olhos abertos, onde os inimigos não esperam pelo virar da esquina. Tenho medo de cada metro desta rua que percorro, pois o meu maior inimigo sou eu.

12 meses depois

um ano atrás, lutava com todas as minhas forças para deixar de sonhar acordada.

Julgo poder escrever que, hoje em dia, luto contra mim própria para não acordar do sonho que são os meus dias.

quinta-feira, maio 01, 2008

Este é o mês!

está quase-quase...

Variações sobre o nojo

Uma das minhas melhores amigas acaba de ser expulsa de casa. Não do sítio onde cresceu com os pais, mas do quarto que alugava há cerca de um ano. Aparentemente, seria só no fim do mês que o acordo (verbal, claro, porque isto de não declarar rendimentos é vício número um de muitos "senhorios" por este país fora) chegava ao fim. Mas os donos do apartamento acharam por bem pôr-se à porta do quarto dela, a escutar as suas conversas privadas, e ficaram muito ofendidos quando a ouviram falar com os pais, via telefone, sobre a irregularidade das contas do mês de Abril, e pediram-lhe que saísse o quanto antes. Como quem tem sangue frio são as baratas, ela fez-lhes o favor e largou tudo hoje mesmo - aqui nem entra a questão da típica mulher à beira de um ataque de nervos, que precipita tudo; neste caso, concorre apenas um facto, que é o de ser-se, ou não, estúpida. E isso a minha amiga não é. Digo isto porque, além dos laços que nos unem e que me dão à-vontade para assegurar do seu carácter, tive o privilegio de assistir a uma parte do discurso inflamado do ser humano a quem a casa pertence. Numa palavra, mesquinho. Em várias, mal-formado, sem carácter, baixo nível, vulgar, sem vestígios de maturidade. E, no fim, pergunto: como é que alguém vedado ao menor nível de educação se vai lembrar de alugar um quarto a terceiros? Em que bases assenta esta criatura qualquer tipo de relação financeira, se nem relações pessoais sabe ter? Que gentinha é esta, que resolve partilhar o seu lar, para depois expulsar aqueles que lhes pagam quando bem lhes dá na telha? Mas afinal de contas nós fazemos parte do primeiro mundo, ou andamos a passar as férias grandes no século XIII? Que lhes caia o tecto em cima, Deus me perdoe...

Humor negro

Contra factos não há argumentos

Às vezes, o meu eu "impossível de aturar" e o meu eu "prometo-que-é-amanhã-que-começo-a-ser-feliz", dão de caras um com o outro. Escusado será dizer que nunca combinam um almocinho...

quarta-feira, abril 30, 2008

Hoje acordei assim

terça-feira, abril 29, 2008

1.3

Um dia destes, o sol há-de entrar no meu quarto e, em vez de partir ao fim da tarde, vai ficar comigo até chegar a eternidade...

Na mouche!

- Meu caro Kafka, a maioria das pessoas chega a um ponto na vida em que já não se pode voltar atrás. E, em raríssimos casos, a um ponto em que já não é possível avançar. E quando se chega a esse ponto, não temos outro remédio senão aceitar calmamente o facto consumado. Só assim é que se sobrevive.

Haruki Murakami, in Kafka À Beira-Mar

Zbufens...

Esta cada-vez-mais-miserável tasca decidiu nomear-se para os SUPER BLOG SUPER FLOP awards, cujo vencedor será anunciado todos os dias, a partir de hoje, num canto da imaginação perto de si...

sábado, abril 26, 2008

Desejo:

Que este calor seja eterno enquanto dure!

sexta-feira, abril 25, 2008

quinta-feira, abril 24, 2008

Treslendo...

Às vezes, as palavras são como as pedras: por mais que se escreva, nunca se diz metade do que se pensa. As pedras também hão-de servir para alguma coisa; não sei é se vamos a tempo de descobrir o quê.

Sem tempo

O mundo chegou ao pé de ti e, envergonhado pelo que tinha perdido todos estes anos, deu um passo atrás. 



Foi nessa altura que eu levantei o braço e, do meio da multidão, gritei: "És meu!"

quarta-feira, abril 23, 2008

Postal Free

(Assumidamente roubado daqui. Hei-de voltar para novo saque...)

Yes, I do blog, but...

I'M NOT AVAILABLE ON THE NET.
(it's a shame, isn't it?)

Outro dia

O que é que a memória dos outros guarda de nós?

terça-feira, abril 22, 2008

"My Blueberry Nights"

Há filmes tão maus que nos obrigam a tentar postar merda durante esse redemoinho incessante que são as imagens em movimento...

i-não-pod

A banda sonora da minha vida está congelada durante os próximos episódios.

YouTube XII: Let's look at the trailer...

sexta-feira, abril 18, 2008

... e voltei a respirar...

Uma hora e picos de conversa no MSN, não sei quantos meses depois, e caput: mais um segundo, e morria de saudades dos meus amigos, da minha vida pré-não-sei-ainda-bem-o-quê, das minhas coisas de sempre; do ar que respirava, dos cigarros que apagava, das discussões que tinha, do cheiro a amizade velha, a amizade para a vida, da cumplicidade de um passado comum, de vida vivida no sujo da terra batida. Isto de viver fora cá dentro custa mais do que pensava.

Any given friday

Um dia atrás do outro, um dia de cada vez, mas continuo sempre refém de mim própria.

Post secret? Post shared.

sábado, abril 12, 2008

Do que tenho aprendido

Ama-se alguém quando se sente o corpo dobrado em pedaços de cada vez que o outro vai embora. Ama-se alguém quando se chora, a qualquer hora, por tudo e por nada. Ama-se alguém quando queremos dar o melhor de nós. Mas só se ama alguém se também dermos o pior. Ama-se alguém quando um dia não chega para gastar sorrisos, ou quando uma noite é mais curta que a chama de um cigarro. Ama-se alguém quando se perdeu o medo. Ama-se alguém quando o medo se multiplicou. Ama-se alguém quando a dor do outro é a nossa dor, ou quando a fome do outro é a nossa fome. Ama-se alguém quando, de mãos dadas, se procuram escadas para o vazio. Ama-se alguém quando se duvida de tudo, mas também quando não se acredita em nada. Ama-se alguém quando, a meio de uma discussão, a nossa vida deixa de fazer sentido. Ama-se alguém quando se anseia pelo beijo não dado, ou pelo abraço perdido. Ama-se alguém quando as coisas mais ridículas nos passam a fazer sentido. Mas só se ama alguém quando aquilo que rejeitávamos agora recebemos de braços abertos. Ama-se alguém quando não se disse tudo e o mundo acaba. Ama-se alguém quando se sofre até as veias rebentarem de dor. Ama-se alguém quando se vive à espera. Ama-se alguém quando os pensamentos do outro são os nossos pensamentos. Ama-se alguém quando o olhar do outro não quer sair do nosso próprio olhar. Ama-se alguém quando se diz a primeira palavra. Ama-se alguém quando se quer mais vida do que esta. Ama-se alguém quando o acordar só faz sentido a dois. Ama-se alguém de manhã, à tarde, à noite, de madrugada, a qualquer hora ou minuto. Ama-se alguém quando se ama a toda a hora. Mas só se ama alguém quando o adeus nos esmaga contra uma parede. No fundo, só se ama alguém quando o outro já somos nós, e foi um só que escreveu isto... 

"Qualquer pessoa dá um homicida qualquer"

Menos eu. Eu não dou homicida coisa nenhuma. Eu nem aspirante a camionista, quanto mais... É verdade que a ocasião faz o ladrão e que até uma carmelita em apuros dos grandes pega numa pistola e faz bang-bang. Se tiver pistola, lá está. Eu também não tenho, mas longe, muito longe de mim ser carmelita... Sim, com facas também se manda gente desta para melhor, e com sacos plásticos, e com pontapés, só que o pressuposto homicida tem de ser uma pessoa normal. Ora é exactamente isso que eu não sou. Além de todas as características bizarras de que se devem ter apercebido ao longo destes dois anos, a par das minhas não menos estranhas divagações, tudo o resto que não lêem (e, por isso, não vêem), não é normal - além dos meus dois dedos sapudos, herança genética sempre provocadora de reacções à base do "aaaahhh", "ooohhh", "tão... diferentes", ainda consigo a proeza de me darem sempre uma carrada de anos a menos dos que carrego às costas. É mau? Não, até é simpático saber que tenho os 27 ao virar da esquina e me dizerem, sempre-sempre-sempre, que pareço bem mais nova. Mas daí até me darem "16 anos, no máximo", a coisa já deixa de ter piada. Sim, porque aos 16, eu era uma habitante da parvónia no auge da inocência e, caramba, dez anos e tal depois o mudou já deu não sei quantas voltas! "16 anos no máximo"?! Onde é que a senhora tinha deixado a nave?! Escrito isto, a minha questão é: quando é que me levam a sério? quando é que me tratam REALMENTE BEM num café, restaurante, sem pensarem que sou uma teenager inconsequente? quando é que nas discussões de trânsito só me apetece tirar a carta da mala para esfregar nos olhos do taxista que tenho oito anos de volante? quando é que, numa sala cheia de gente, termina o silêncio profundo assim que alguém diz que tenho 26 anos, e tudo o que é ser humano usa a sua maior cara de espanto, como se visse em mim a Virgem Maria? Eu sinto-me óptima por estar tão bem conservada, passe a humildade, e todos os dias agradeço à Mãe-Natureza os fantásticos genes que me deu. Mas que porra... Quando é que finalmente serei uma pessoa qualquer, daquelas que dão um homicida qualquer?!